quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Táxis e ônibus extras vão atender foliões no carnaval de Vitória

Os foliões que vão curtir o carnaval de Vitória, que acontece nesta sexta (29) e sábado (30), não precisam se preocupar com o transporte de volta para casa. Os foliões que vão assistir ao espetáculo contarão com 29 linhas do Sistema Transcol para chegar até o Sambão do Povo, onde as 13 agremiações se apresentarão.
Grupo fez arrastão em ônibus Transcol na Serra (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)
Os desfiles começam às 21 horas, quando a frota do Sistema Transcol está toda nas ruas. A partir da meia-noite, até às 4h40, os foliões poderão utilizar o serviço noturno, caso queiram retornar do Sambão antes do término dos desfiles. A partir das 4h40, toda a frota começa a circular novamente.
Também haverá 12 carros de reserva nos terminais de integração, que poderão ser acionados caso haja aumento de demanda durante a festa de Momo na passarela do samba.
Além disso, dois pontos provisórios de táxi vão atender os foliões. Um deles vai ficar na na altura do Tancredão, na Avenida Dário Lourenço de Souza. O outro ponto vai ficar na dispersão do Sambão, próximo ao Clube de Pesca Mar e Terra.
Linhas do Transcol que passam nas imediações do Sambão do Povo:
500 - T. Vila Velha / T. Itacibá, via 3ª Ponte
503 - T. Laranjeiras / T. Vila Velha, via Reta da Penha / Lindenberg
504 - T. Jacaraipe / T. Itacibá, via Reta da Penha
505 - T. Laranjeiras / T. Itacibá, via Camburi / Beira Mar
506 - T. Laranjeiras / T. Itacibá, via Maruipe / T. Jardim América
509 - T. Carapina / T. Campo Grande via Expedito Garcia/Reta da Penha
512 - T. Carapina / T. Itacibá, via Camburi
514 - T. Ibes / T. Vila Velha via 3ª Ponte / Beira Mar
515 - T. Laranjeiras / T. Campo Grande, via Beira Mar
516 - T. Jacaraipe / T. Ibes, via T. Carapina / Maruipe / T. São Torquato
518 -  T. Carapina / T. Ibes, via Serafim Derenzi
523 - T. Jacaraipe / T. Jardim América, via Beira Mar
527 - T. Carapina / T. Jardim América, via Reta da Penha
531 -  T. Campo Grande / T. Vila Velha, via Maruípe
535 - T. Carapina / T. Campo Grande, via T. Jardim América / Serafim Derenzi
557 - T. Itaparica, via Darly Santos /Av. Vitória / 3ª ponte (circular)
558 - T. Itaparica, via 3ª Ponte / Av. Vitória / Darly Santos (circular)
559 -  T. Laranjeiras / T. São Torquato, via T. Carapina / Reta da Penha
567 - T. Carapina / T. Vila Velha, via T. S. Torquato / Reta da Penha (noturno)
568 - T. Carapina / T. Vila Velha, via T. S. Torquato / Camburi (noturno)
570 - T. Jardim América / Shopping Vitória, via Beira Mar
571 - T. Jardim América / Praça de Eucalipto, via Marechal Campos
572 - T. Laranjeiras / T. São Torquato via Camburi/ Beira Mar
574 - T. São Torquato / Shopping Vitória, via Beira Mar
575 - T. São Torquato / Praça de Eucalipto, via Marechal Campos
591 -  Serra / T. Campo Grande, via Reta da Penha / BR 262
597 - André Carloni / T. São Torquato, via Reta da Penha
737 - Nova Canaã / Hospital São Lucas, via Porto Velho
759 - Flexal II / Hospital São Lucas, via Porto Velho
839 -  Eurico Salles / T. J. América, via Camburi / Av. Vitória (sexta-feira)

Informações: G1 ES

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Justiça autoriza reajuste nos pedágios da Terceira Ponte e Rodovia do Sol

A partir da próxima segunda-feira (1º), quem transitar pela Terceira Ponte e pela Rodovia do Sol vai pagar um pedágio mais caro. Os novos valores – que hoje estão em R$ 0,80 e R$ 7,20 – vão ser anunciados na próxima sexta-feira pela Agência Reguladora de Saneamento Básico e Infraestrutura Viária do Espírito Santo (Arsi).
Foto: Gabriel Lordêllo/Arquivo
As tarifas estão sendo alteradas por determinação do juiz Felippe Monteiro Morgado Horta, da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Municipal, Registros Públicos, Meio Ambiente e Saúde, de Vitória, cuja decisão foi publicada no último dia 22. Ele concedeu um prazo de cinco dias para que o cálculo seja feito.
Custos
O diretor geral da Arsi, Antônio Julio Castiglioni Neto, informou que a decisão será cumprida. Esclareceu que, em relação ao pedágio da Terceira Ponte, o reajuste será para compensar o aumento dos custos de manutenção. “O mínimo necessário para que a população tenha um serviço de qualidade”, acrescentou Júlio.
Estão incluídos nestes custos a iluminação pública, conserva dos pilares da ponte, sinalização viária, e os serviços de remoção e o de atendimento de urgência e emergência. Na decisão o juiz destaca que, desde 2013, a inflação medida pelo IPCA foi de 20,88%. “O juiz utilizou o percentual apenas para exemplificar”, destacou Júlio.
Já em relação à Praça do Sol, em Guarapari, o percentual de reajuste deverá ser maior do que o que será aplicado na ponte. De acordo com o juiz, a tarifa reduzida do pedágio, quem vem sendo aplicado desde 2013, só tem valor para a ponte.
A tarifa cobrada na Praça do Sol, em Guarapari, deve ter valor integral e ser reajustada de acordo com os parâmetros definidos no contrato. “A suspensão atinge o Sistema Rodovia do Sol no trecho da Terceira Ponte, não se referindo ao pedágio fixado para a Rodovia (na região da Praia do Sol)”, diz o texto da decisão.
Castiglioni confirmou que a concessionária já solicitou o reajuste para a região, sem informar os percentuais. Mas explicou que, diante do que foi estabelecido na decisão, para a Praça do Sol, há reajustes pendentes referentes aos anos de 2013 a 2016. “Pairava uma dúvida sobre este ponto, agora esclarecida na decisão”, informou o diretor.
A diferença do que foi cobrado a menos neste período, em relação ao pedágio da rodovia, será tratada, segundo Castiglioni, quando o processo na Justiça for concluído. “Momento em que será feito o reequilíbrio do contrato, quando saberemos se o Estado tem crédito ou débito em relação à concessionária”, destacou.
Em decorrência da tramitação do processo na Justiça, os investimentos previstos no contrato também estão suspensos. Aguardam, da mesma forma, a conclusão judicial do processo.

Resposta
A decisão judicial foi uma resposta a um pedido formulado pela concessionária Rodosol, que administra a Terceira Ponte e os 67,5 quilômetros da rodovia.
O pedágio na ponte apresenta valor reduzido desde 2013, após decisão da Justiça Estadual. Em 2014 ele chegou a ser suspenso pelo governo estadual, mas retornou no final daquele mesmo ano em decorrência de outra decisão judicial.
A Rodosol informou, por nota, que aguarda a definição dos novos valores do pedágio, conforme decisão da Justiça.
Auditorias ainda estão pendentes

Os usuários da Terceira Ponte e da Rodovia do Sol, afetados agora por um novo reajuste nos pedágios, ainda aguardam a conclusão de duas auditorias que estão sendo realizadas no contrato assinado com a concessionária Rodosol em 1998. O resultado delas definirá o futuro das tarifas e dos investimentos para a ponte e a via, e que estão suspensos.
Uma destas análises está sendo feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Segundo sua assessoria de imprensa, o relator do processo, Carlos Ranna, está concluindo o seu voto. Quando o fizer, levará a plenário – em data ainda não definida – para ser votado.
O processo, iniciado em 2013, sofreu vários atrasos. O último deles refere-se ao impedimento apresentado contra Ranna, que teria participado de outra auditoria do contrato, quando foi membro do governo estadual. O problema foi solucionado, segundo a assessoria do TCE, no final do ano passado, em decisão que manteve Ranna no caso.
Na conclusão da área técnica daquela Corte, o Estado deveria ser indenizado pela empresa em R$ 613 milhões e o contrato deveria ser cancelado.
Outra
Em paralelo, outra auditoria está sendo realizada no contrato a pedido da Justiça Estadual. Solicitada no final de 2014, ela já foi concluída. Foi realizada pelos peritos Denisard Alves, membro da Universidade de São Paulo (USP) e também profissional vinculado à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), além da perita economista Paula Pereda.
A conclusão deles apresenta números bem diferentes, em duas realidades para que haja o chamado “equilíbrio econômico-financeiro do contrato”. Em uma delas a empresa teria que devolver aos cofres públicos cerca de R$ 3,2 milhões e, na outra, receberia do Estado mais de R$ 62 milhões.
A diferença entre os dois valores refere-se a investimentos, cuja dúvida é se estariam previstos no contrato ou em algum aditivo. Caberá agora ao juiz decidir se eles devem ou não ser considerados, definindo assim se a empresa tem a pagar ou a receber do governo estadual.
Uma longa história
Contrato
1998
O Estado assinou em 1998 o contrato de concessão, por 25 anos, do Sistema Rodosol, que inclui a Terceira Ponte e 67,5 km da Rodovia do Sol, ligando Vitória a Guarapari. A vencedora da licitação foi a Servix Engenharia, e a Concessionária Rodovia do Sol S/A (Rodosol) foi criada para gerir a concessão.
Contestação
Na Justiça
Desde 1998, o contrato é contestado judicialmente. Houve uma Ação Popular e outra Civil, movida pelo Ministério Público Estadual, ambas visando à anulação do edital que deu origem à concessão.
Encampação
Questionamentos
Dentre os motivos, os promotores questionavam a encampação da Terceira Ponte sem lei autorizativa específica, porque a ponte, que já mantinha cobrança de pedágio desde o governo Max Mauro, foi incluída no trecho da Rodovia do Sol para viabilizar a concessão.
Auditorias
Várias
O contrato já passou por três auditorias, sem contar as duas atuais, além de outras avaliações. Também foi alvo de Comissão Especial e uma CPI.
Tribunal de Contas
2013
Dá início a uma nova auditoria, analisando o contrato desde a data de assinatura. O relatório final apresentado em janeiro de 2015 apontou que o contrato deveria ser anulado e o Estado indenizado em pelo menos R$ 613 milhões.
Justiça Estadual
2014
Outra auditoria foi solicitada pela Justiça Estadual. O resultado aponta dois cenários: no primeiro a empresa teria que devolver ao governo quase R$ 3,1 milhões e, no segundo o governo teria que pagar à Rodosol mais de R$ 62 milhões. A diferença são obras realizadas e que não estavam previstas em contratos. Caberá ao juiz decidir o cenário.
Pedágio
Mudanças
Em julho de 2013, em meio aos protestos que tomaram conta das ruas, a Justiça Estadual reduziu o pedágio da Terceira Ponte de R$ 1,90 para R$ 0,80. O valor deveria ser mantido até a conclusão de uma auditoria no contrato assinado com a Rodosol.
Suspensão
Pedágio
Com base em uma prévia da auditoria do Tribunal de Contas, o governo estadual suspendeu o pedágio da ponte em abril de 2014. Em dezembro do mesmo ano a Justiça retornou com a cobrança de R$ 0,80, mantida até hoje sem aumentos.
Informações: A Gazeta