segunda-feira, 21 de março de 2016

Viação Itapemirim tem pedido de recuperação judicial aceito no ES

A Justiça do Espírito Santo aceitou o pedido de recuperação judicial da empresa capixaba Itapemirim nesta sexta-feira (18). A viação terá 60 dias para apresentar um plano de recuperação. Caso não apresente, o juiz pode decretar a falência da empresa.
Itapemirim entrou com pedido de recuperação judicial no Espírito Santo (Foto: Divulgação)

O processo foi protocolado dia 7 de março, na 13º Vara Cível Especializada Empresarial de Vitória, e envolve as empresas Viação Itapemirim, Transportadora Itapemirim, ITA - Itapemirim Transportes, Imobiliária Bianca, Cola Comercial e Distribuidora e Flecha Turismo Comércio e Indústria.
Segundo a decisão, a empresa tem 60 dias para apresentar o plano de recuperação judicial. Depois de apresentar, os credores terão 180 dias para se manifestarem e aprovarem o plano. Caso a viação não apresente o plano no prazo estipulado ou não receba a aprovação dos credores, o juiz pode decretar a falência do empreendimento.
Através da assessoria de imprensa, a empresa disse pretende cumprir a decisão judicial, mas não vai se manifestar por enquanto.
Crise
Segundo a empresa, a decisão de pedir a recuperação judicial foi tomada diante do agravamento da "conjuntura financeira e econômica pela qual passa o país e considerada a melhor decisão em razão do quadro atual". A empresa foi fundada em 1953, em Cachoeiro de Itapemirim, pelo empresário Camilo Cola.

Em junho de 2015 a empresa já enfrentava problemas financeiros e vendeu cerca de 40% de sua frota de veículos e transferiu mais da metade das linhas em operação para a também cachoeirense Viação Kaissara.
No total, foram repassadas à Kaissara 68 das 118 linhas que eram operadas pela empresa. Depois dessa operação, a Itapemirim permaneceu operando 50 trechos, o que corresponde a 43% da fatia de mercado em que atuava antes da venda.
Naquela época, o diretor de Operações da Itapemirim, Marcos Poltronieri, chegou a negar que a empresa estivesse em processo de falência, mas admitiu que o volume de passageiros caiu nos últimos anos.
Segundo ele, enquanto sobem os custos com pneus, combustível, pedágio e manutenção, e se expandem as políticas de gratuidades, o valor da passagem não é reajustado na mesma velocidade.
Informações: g1 ES

segunda-feira, 7 de março de 2016

Itapemirim entra com pedido de recuperação judicial

A empresa capixaba Itapemirim protocolou nesta segunda-feira (7) um pedido de recuperação judicial na 13º Vara Cível Especializada Empresarial de Vitória. O processo envolve as empresas Viação Itapemirim, Transportadora Itapemirim, ITA - Itapemirim Transportes, Imobiliária Bianca, Cola Comercial e Distribuidora e Flecha Turismo Comércio e Indústria.
Funcionários demitidos do Grupo Itapemirim fazem protesto em frente a empresa
Segundo a empresa, a decisão foi tomada diante do agravamento da "conjuntura financeira e econômica pela qual passa o país e considerada a melhor decisão em razão do quadro atual". A empresa foi fundada em 1953, em Cachoeiro de Itapemirim, pelo empresário Camilo Cola.
Em nota divulgada pela assessoria de imprensa do grupo, o objetivo com o pedido de recuperação é dar continuidade às atividades das empresas citadas, promover o equilíbrio financeiro, garantir os compromissos com funcionários e fornecedores e perpetuar as operações presentes e futuras.
Na mesma nota, a Itapemirim pede aos funcionários um "voto de confiança" e tranquiliza os atuais e ex-colaboradores - cujas demissões foram necessárias em função do momento econômico desfavorável. A Itapemirim acredita que "em médio prazo começará a apresentar os resultados positivos necessários para poder dar continuidade normal às suas atividades".
Crise
Não é de hoje que empresas do grupo passam por dificuldades. Em junho do ano passado, na tentativa de segurar seus negócios e manter-se de pé mesmo diante de um cenário difícil para empresas de transportes de passageiros em todo o país, a Viação Itapemirim vendeu cerca de 40% de sua frota de veículos e transferiu mais da metade das linhas em operação para a também cachoeirense Viação Kaissara.
No total, foram repassadas à Kaissara 68 das 118 linhas que eram operadas pela empresa. Depois dessa operação, a Itapemirim permaneceu operando 50 trechos, o que corresponde a 43% da fatia de mercado em que atuava antes da venda.
Naquela época, o diretor de Operações da Itapemirim, Marcos Poltronieri, chegou a negar que a empresa estivesse em processo de falência, mas admitiu que o volume de passageiros caiu nos últimos anos. Segundo ele, enquanto sobem os custos com pneus, combustível, pedágio e manutenção, e se expandem as políticas de gratuidades, o valor da passagem não é reajustado na mesma velocidade.
Protesto
Mais cedo, cerca de 40 funcionários que foram demitidos do Grupo Itapemirim realizaram um protesto na porta da empresa. Eles garantem que o prazo para o pagamento das verbas rescisórias está atrasado, assim como outros benefícios trabalhistas.
De acordo com o SindMotoristas, que representa os trabalhadores do setor de transporte no Sul do Estado, aproximadamente 150 pessoas foram demitidas desde o dia 18 de fevereiro. A maior parte delas está com os direitos trabalhistas atrasados.
A reportagem entrou em contato com o setor de Recursos Humanos e com a assessoria de comunicação da empresa. Em nota, a Viação Itapemirim comunicou que não irá se pronunciar sobre o assunto.
Informações: A Gazeta

quarta-feira, 2 de março de 2016

Na Grande Vitória, videomonitoramento volta a funcionar nos terminais

A partir desta terça-feira (1º), os dez terminais de integração do Transcol voltam a contar com o serviço de videomonitoramento. Foram instaladas 100 câmeras, sendo uma média de dez equipamentos por terminal. O novo serviço representa uma economia de R$ 5 milhões por ano aos cofres do Governo, em comparação com o serviço anterior, em que os equipamentos eram locados. Agora, eles foram adquiridos pelo Estado e o custo de manutenção será zero durante dois anos.

Os novos equipamentos vão ajudar na segurança dos terminais, uma vez que as câmeras foram instaladas de forma a cobrir pontos estratégicos de cada unidade. O diretor-presidente da Companhia deTransporte Urbano da Grande Vitória, Alex Mariano, começa a visitar os terminais nesta sexta-feira (26) para acompanhar de perto o início da operação.

“Estamos finalizando ajustes para garantir o melhor desempenho dos equipamentos. Esse serviço é de grande relevância para a segurança dos usuários e garantirá que, em caso de alguma ocorrência, a polícia obtenha as imagens para posterior investigação”, ressaltou Mariano.

Com a não renovação do antigo contrato de videomonitoramento, em abril do ano passado a segurança patrimonial foi reforçada. Com o retorno das câmeras, o contingente de vigilantes foi retomado, voltando a ser o mesmo de abril de 2015.

As câmeras de vídeomonitoramento vão reforçar as ações de segurança que já são realizadas em parceria com a Policia Militar nos terminais. A PM faz rondas constantes nos dez terminais da Grande Vitória, e realizam os chamados pontos base, em que as viaturas estacionam e os militares circulam nos terminais a cada hora. 

Tanto os vigilantes patrimoniais quanto os agentes da Ceturb-GV são orientados a acionar a polícia sempre que alguma ocorrência que exija a presença da autoridade policial seja registrada.

Informações: Ceturb ES