domingo, 25 de junho de 2017

Ceturb-GV inicia testes em aplicativo para consulta em tempo real do sistema Transcol

A Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb­GV) inicia, nesta semana, testes com o aplicativo Transcol Online, que permite ao usuário verificar em tempo real os horários dos ônibus e o tempo de espera. O aplicativo também permite que o cidadão consulte todas as linhas que fazem o trajeto desejado e o percurso a ser feito. Para que o sistema funcione, a Ceturb­GV realizou o georreferenciamento dos 5.500 pontos de ônibus do Sistema Transcol na Grande Vitória e instalou GPS nos ônibus da frota. O diretor­presidente da Companhia, Alex Mariano, explicou que o serviço busca facilitar o cotidiano do cidadão que utiliza o transporte público no seu deslocamento diário. “Cerca de 600 mil pessoas utilizam o Sistema Transcol e com esse aplicativo disponibilizamos ao cidadão uma ferramenta para auxiliar na organização do dia a dia, com os horários e a localização das linhas de ônibus utilizadas. Além disso, esse serviço nos permite aprimorar nosso planejamento, consolidando uma matriz de deslocamentos dos usuários dos coletivos.” Segundo o diretor­presidente do Prodest, Renzo Colnago, a ação ajuda o aplicativo ficar mais completo. "Esse é um serviço de grande relevância para os capixabas. A Prodest se sente honrada em ser o parceiro tecnológico desta iniciativa. Em breve, o ES na Palma da Mão terá mais serviços e facilidades por meio da tecnologia para a população.". A estudante Heloisa Senna avalia que o aplicativo é um facilitador para seu dia a dia. “Eu vou poder me organizar melhor para não perder o ônibus, porque vai dar para saber em quanto tempo ele vai passar no ponto, e o tempo que devo demorar naquele trajeto. Com certeza é uma ajuda muito grande para todos que utilizam os ônibus.” Testes A Ceturb­GV vai testar as diversas funcionalidades do aplicativo Transcol Online com alunos da Rede Pública Estadual que utilizam o sistema Android. 
Divulgação

A previsão é que em dois meses, após o uso dos estudantes e eventuais reparos, se necessários, o serviço seja disponibilizado à população nos sistemas Android e IOS, integrando os serviços do aplicativo ES na Palma da Mão. O lançamento do aplicativo será feito nesta quarta­feira (21), na Escola Viva de São Pedro, em Vitória, onde os estudantes poderão conhecer e acessar as funcionalidades do aplicativo. Na quinta­feira (22), os estudantes da Escola Viva Joaquim Beato, na Serra, terão acesso ao aplicativo, e, na próxima terça (27), o serviço será apresentado aos estudantes da Escola Viva Profª. Maura Abaurre, em Vila Velha. 

Informações: Ceturb

terça-feira, 13 de junho de 2017

Desapropriações em ruas para BRT estão previstas no novo PDU de Vitória

O novo Plano Diretor Urbano (PDU) de Vitória – que tem como meta traçar os caminhos para o desenvolvimento da capital nos próximos 10 anos – já prevê a necessidade de adequações nas vias para a implantação do corredor exclusivo para ônibus, o chamado BRT. Para isso, será preciso limitar áreas de terrenos particulares em determinados pontos da cidade, a fim de incluí-las no sistema de transportes.
Terreno desocupado da Reta da Penha onde deverá ser construída área de recuo para implantação do BRT (Foto: Fernando Madeira/A Gazeta)
Foto: Fernando Madeira/A Gazeta
A proposição das modificações encontra-se na minuta do PDU, que ainda está sendo avaliada pelos conselheiros. Conforme explica a secretária de Desenvolvimento Urbano de Vitória, Lenise Loureiro, o projeto do BRT, elaborado pelo governo do Estado, trata da implantação de uma faixa exclusiva para ônibus que se estende desde a BR-101, na altura do Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, até o Portal do Príncipe, passando também pela Avenida Fernando Ferrari, Reta da Penha, Avenida Vitória e Princesa Isabel.
No entanto, a implantação das faixas de recuo ocorrerá apenas em pontos específicos. Duas delas estão na Reta da Penha: uma em frente ao Clube Centenário, em um terreno desocupado; e outra em frente à Emescam, em outro terreno vazio.
Segundo Lenise, há um terceiro ponto na Avenida Desembargador Santos Neves, próximo ao Praia Tênis Clube, além do Portal do Príncipe, que passará por um projeto ainda maior de requalificação das vias.
Embora o governo do Estado já tenha afirmado que não há previsão para a implantação do BRT devido à falta de recursos, Lenise afirma que é tarefa do PDU planejar a cidade de acordo com projetos já existentes e com outros que poderão surgir.
“O BRT é uma proposta real do governo. Temos que adequar nossos projetos para ir ao encontro dos projetos do governo estadual”, reforça Lenise.
Propriedades
A secretária de Desenvolvimento Urbano também garante que, caso a ampliação das vias seja necessária futuramente, os proprietários deverão receber o pagamento pelas desapropriações ou optar por compensações.
Sobre esta segunda alternativa, Lenise explica: “Ele não perderá coeficiente total de edificação de seu terreno. Se precisar se afastar um pouco de um lado, poderá compensar em outro”.
Enquanto isso não acontece, os proprietários terão que obedecer aos limites e restrições impostos pela nova lei caso queiram modificar seus terrenos.
Após ser analisada pelos conselheiros, a minuta do PDU será publicada no site do município para que haja a consulta pública final. O passo seguinte será a votação no Encontro da Cidade, que ocorrerá em julho, segundo a prefeitura.

Restrição para uso e ocupação de áreas

Além de estabelecer a limitação de áreas de lotes visando a implantação de projetos já existentes, a exemplo do BRT, a minuta do PDU também restringe o uso e a ocupação de diversos outros lotes visando a realização de projetos de mobilidade urbana que ainda não foram criados.
A medida preocupa os membros do Conselho do Plano, que aguardam um parecer da Procuradoria Geral do Município.
Uma dessas áreas é a região às margens do Canal de Camburi, mais especificamente 15 metros a partir do alinhamento da borda. Segundo o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-ES) e conselheiro do PDU, Sandro Udson Carlesso, a medida despertou o receio dos proprietários.
“Estão fazendo uma reserva de área sem saber se ela atenderá aos projetos que nem existem. Isso traz insegurança jurídica. Enquanto não há projetos, não haverá permissão para edificar nesses locais. Entra aí o direito de propriedade, pois o que está havendo é uma desapropriação sem pagamento”, diz Sandro, que também questiona: “Os proprietários vão ter continuar pagando impostos, como IPTU, em certos casos a taxa de marinha, sem poder utilizar seus terrenos?”.
Já a secretária de Desenvolvimento de Vitória, Lenise Loureiro, afirma que as áreas foram definidas com base em estudos e que as edificações poderão ocorrer, desde que respeitem as limitações previstas. De acordo com a minuta, fica impossibilitada, por exemplo, a expansão das construções nos locais apontados como de interesse público, bem como a construção de novas edificações.
“O direito à propriedade é garantido. Mas deve-se observar que o imóvel precisa cumprir sua função social, ele tem que ser benéfico para a cidade. Estamos traçando um futuro para Vitória e os imóveis precisam obedecer às regras impostas para melhorar a qualidade de vida”.

Informações: g1 ES