Referência de muitos passageiros para consultar o horário de ônibus da capital, o aplicativo Ponto Vitória parece não ser tão confiável. O Jornal A Gazeta testou o aplicativo na tarde desta quinta-feira (31) e verificou que ele apresenta falhas.
As linhas 211- Santo André/Jardim Camburi e 103- Mario Cypreste/Jardim Camburi, apresentaram os maiores problemas. Já os ônibus seletivos mostraram ser mais pontuais.
Durante uma hora, a reportagem permaneceu na Avenida Carlos Martins, em Jardim Camburi. Neste intervalo, seis linhas de ônibus foram testadas: 103, 211,164, 110, 290 e 121.
O teste começou às 15h26, no ponto 8047. Neste horário, o aplicativo apontava para uma espera de quatro minutos das linhas 211 e 290 (seletivo municipal). Como previsto, às 15h30 o 290 - Estrelinha/Jardim Camburi passou, mas foram necessários esperar mais seis minutos para que o 211 chegasse ao ponto de parada.
Para quem se orientava pelo aplicativo, a linha 211 fez muita gente esperar. Foi o caso da engenheira Flávia Pereira, 30 anos. Ela chegou ao ponto às 15h39. O coletivo estava previsto pelo Ponto Vitória para passar novamente pelo local às 15h46.
Sete minutos se passaram e nada do ônibus aparecer. O aplicativo apontava que ele já havia chegado ao ponto, mas Flávia continuava lá esperando. Somente às 15h56, 10 minutos depois do horário previsto, é que o 211 passou pelo local.
O aplicativo continuava informando um erro: o ônibus só passaria em 18 minutos. “Eu já cansei de ligar na prefeitura e reclamar. O 211 é um dos ônibus mais problemáticos, ele sempre atrasa. Não dá para confiar”, disse.
Sem regularidade
Outra linha que apresentou falhas graves foi a 103. Programado para passar às 15h40, o ônibus chegou ao ponto quando o Ponto Vitória apontava que ainda faltavam nove minutos. Mais tarde, quando o aplicativo previa a chegada do ônibus às 16h15, ele só passou pelo ponto três minutos depois. Para quem acompanhava o Ponto Vitória, ele informava que ainda faltavam 32 minutos para o 103 passar.
Nos outros ônibus testados, principalmente nos seletivos, quase não houve erros. Em alguns casos, a diferença foi de um ou dois minutos. Mesmo assim, a falta de regularidade do Ponto Vitória, fez a nutricionista Anicelle Barros, 32, abandonar o serviço. “Deixei de pesquisar porque passava muita raiva. Nunca coincidia com o informado. Agora testo na sorte”, afirmou.
Informações: g1 ES
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